o Artigo Original

Influência do desequilíbrio eletrolítico nas arritmias na cirurgia cardiovascular com circulação extracorpórea.

Autores

  • Cristina Prado Pereira Universidade Paranaense (UNIPAR). Paraná, Brasil.
  • Anderson Felipe Universidade Paranaense (UNIPAR). Paraná, Brasil.
  • Bruno Alencar Herrera de Souza Bruno Herrera Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Palavras-chave:

Descriptors: Extracorporeal Circulation, Cardiac Arrhythmias, Electrolytes.

Resumo

ntrodução: O desequilíbrio eletrolítico em doentes submetidos a cirurgia cardiovascular com circulação extracorpórea (CEC) pode dever-se, entre outros fatores, aos componentes da solução cardioplégica. Por conseguinte, as alterações nos níveis eletrolíticos podem provocar arritmias durante o período de reperfusão miocárdica, comprometendo a homeostase e o prognóstico do doente. Justificação: O aparecimento de arritmias em cirurgias cardiovasculares suscitou um questionamento racional sobre a monitorização eletrolítica durante e após o procedimento cirúrgico. O problema reside em determinar se a disfunção eletrolítica está relacionada com as arritmias durante o período de reperfusão e após a circulação extracorpórea, com o objetivo de orientar os profissionais sobre esta monitorização específica. Objetivo: Este estudo analisou a relação entre a arritmia cardíaca e a alteração eletrolítica em doentes submetidos a cirurgia cardiovascular após o período de isquemia seguido de reperfusão miocárdica. Metodologia: Foram recolhidos dados de 20 doentes submetidos a cirurgia cardiovascular com circulação extracorpórea (CEC) que sofreram isquemia miocárdica e proteção miocárdica. As seguintes variáveis foram analisadas antes, durante e após a CEC: sexo, idade, peso, tempo de isquemia, sódio, potássio, cálcio e magnésio. Após a abertura da pinça aórtica, ou seja, durante a reperfusão miocárdica, observouse

se ocorreu arritmia, de que tipo foi e qual o seu tratamento, ou se não ocorreu arritmia. Assim, os dados registados foram analisados para determinar se houve alterações nos valores eletrolíticos durante o procedimento e se essas alterações são fatores preditivos de arritmias. Resultados: O estudo demonstrou um aumento da incidência de arritmia nas mulheres (25%) e a estabilidade dos eletrólitos sódio, potássio, cálcio e magnésio dentro de intervalos aceitáveis. Não se observaram diferenças significativas (p: > 0,05) entre os doentes que apresentaram arritmia e aqueles que não a apresentaram. No entanto, 45% dos doentes estudados desenvolveram alguma arritmia. Conclusão: foi possível avaliar os níveis de eletrólitos no período perioperatório e as arritmias. Com a estabilidade do equilíbrio eletrolítico e a presença de arritmias, outras eventualidades podem estar relacionadas com arritmias durante a reperfusão tecidular miocárdica, para além da disfunção hidroeletrolítica, o que requer estudos específicos.

Publicado

2026-07-22

Como Citar

Prado Pereira, C., Ferreira, A. F., & Bruno Herrera, B. A. H. de S. (2026). o Artigo Original: Influência do desequilíbrio eletrolítico nas arritmias na cirurgia cardiovascular com circulação extracorpórea. Revista En Bomba, 10(1), 5–12. Recuperado de https://www.revistaenbombaalap.org/index.php/bomba/article/view/220

Edição

Seção

Artículo original