Blindando o paciente contra a normalização do desvio por meio do rigor técnico, vigilância ética e fatores humanos na montagem do circuito extracorpóreo
Palavras-chave:
Fatores humanos, Montagem de circuito extracorpóreo, Normalização do desvio, Protocolos clínicos, Segurança do paciente.Resumo
O presente artigo tem como objetivo analisar criticamente o processo de preparação, montagem e manutenção do circuito extracorpóreo, sob a perspectiva da segurança do paciente e do dever ético-profissional do perfusionista. Por meio de uma revisão temática que integra evidências clínicas e análise de fatores humanos, argumenta-se que a montagem do circuito não é uma tarefa mecânica, mas sim uma intervenção clínica de alta criticidade, equivalente ao ato cirúrgico. O desenvolvimento examina como a interação sangue-material desencadeia respostas fisiopatológicas que são amplificadas diante de falhas na técnica asséptica, facilitando a formação de biofilmes e riscos infecciosos. Da mesma forma, analisa-se criticamente a "normalização do desvio" e o impacto das distrações tecnológicas como precursores de erros latentes. O estudo conclui que a implementação de protocolos padronizados, com a identificação de passos críticos e o uso reflexivo de listas de verificação (checklists), constitui barreiras essenciais de segurança. A contribuição fundamental deste trabalho reside em propor uma cultura de excelência operacional, na qual o método e a disciplina técnica se consolidam como expressões do compromisso ético, transformando o protocolo em uma barreira terapêutica real que protege o paciente contra eventos adversos evitáveis no ambiente cirúrgico cardiovascular
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